quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

...

Eu tenho medo de cobras

Já tive medo do escuro

Tenho medo de te perder...

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

A tua presença...




Sua beleza donde vinha? Sua própria, tão firme pessoa? A imensidão do olhar-doçuras. Se um sorriso; artes como de um descer de anjos.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Borboletas no estômago...


Eu sempre estendi as mãos
para as borboletas...
Abria os braços
para o passado saudoso...
para o futuro sonhado...
mas nunca tocaram em mim.
Hoje, fiquei imóvel
e uma pousou no meu pé.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Freud explica.




O amor sexual é indubitavelmente uma das principais coisas da vida, e a união da satisfação mental e física no gozo do amor constitui um de seus pontos culminantes. À parte alguns excêntricos fanáticos, todos sabem disso e conduzem sua vida dessa maneira; só a ciência é refinada demais para admiti-lo.

Eu só brinco, quando é muito sério, é muito sério.



Pode haver um dia

Em que a poesia

Mude de endereço

Deixe apenas tédio

Mas enquanto isso

Vem brincar comigo

Vamos até onde

Possa ser só riso

Possa ir tão longe

Possa ser tão lindo

Pode ser brinquedo

Pode ser tão sério

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Bem vinda





Vieste
Na hora exata, com ares de festa
E luas de prata
Vieste
Com encantos, vieste, com beijos silvestres
Colhidos pra mim
Vieste
Com a Natureza, com as mãos camponesas
Plantadas em mim
Vieste
Com a cara e a coragem, com malas, viagens
Pra dentro de mim, meu amor
Vieste
À hora e a tempo, soltando meus barcos
E velas ao vento
Vieste
Me dando alento, me olhando por dentro
Velando por mim
Vieste
De olhos fechados, num dia marcado
Sagrado pra mim
Vieste
Com a cara e a coragem, com malas, viagens
Pra dentro de mim, meu amor.

De que são feitos os dias...


De que são feitos os dias?
de pequenos desejos,
vagarosas saudades,
silenciosas lembranças.

Entre mágoas sombrias,
momentâneos lampejos:
vagas felicidades,
inatuais esperanças.

De loucuras, de crimes,
de pecados, de glórias,
- do medo que encandeia
todas essas mudanças.

Dentro deles vivemos,
dentro deles choramos,
em duros desenlaces,
e em sinistras alianças...